Todos os vazios
Todos os desejos
Todos os amores, quase-amores, desilusões e recomeços inúteis
Ideias inúteis de tentativas inúteis de atingir o inatingível.
Agora, tudo e todos são vazios.
Tudo é oco.
Louco.
...
E se é tudo tão vazio...
Todos os vazios...
Todos os ecos e palavras-não-ditas
Todos os vazios maciços e macios
- é lá que habitas
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
no tempo que eu pensava em tempo (ou "a repetição de uma palavra a torna engraçada")
Eis uma pequena coisoquinha que eu escrevi há milanos e que eu encontrei esses dias. Sem correção, sem cortes nem nada:
"Tempo
Tempo que não perdoa, tempo que corre à toa
Tempo que passa, que corre, que voa
Tempo que dança, tempo que me cansa
Tempo que não existe; o que ao tempo resiste?
Tempo que não para, que não mente, que me diz,
Todo dia, tempo, tempo, meu algoz, minha paixão
Tempo que não some, que não aparece,
Tempo que eu não tenho, tampouco tempo não o vejo
Tempo de agora, temporal
Chuva no manancial,
Lágrimas em teu rosto
Tempo que as enxuga
Tempo que teu rosto enruga
Tempo que me chateia,
Tempo que me embosca,
Tempo que me sufoca,
Tempo que não passa, tampouco me transpassa
Tempo que não vem, tempo que não se tem
Tempo que corre, como o tempo que morre
Tempo do qual não fujo, tempo meu refúgio
Tempo minha perdição, tempo minha maldição
Tempo que mata, tempo que morre
Tempo de prata, tempo que corre
Tempo, tempo, por quanto tempo mais há de ser o tempo
Aqueles velhos tempos, estes novos tempos...
Tempo meu, tempo teu
Tempo que já se foi, tempo que já se deu
Tempo, eu grito: tempo!
Não me mata por enquanto
Tempo que me deixa aos prantos
Tempo de cá, tempo de lá
Tempo de ter, tempo de dar
Tempo meu amor, tempo o maior temor
Tempo que passa, que corre, que voa
Tempo que dança, tempo que me cansa
Tempo que não perdoa, tempo que corre à toa..."
"Tempo
Tempo que não perdoa, tempo que corre à toa
Tempo que passa, que corre, que voa
Tempo que dança, tempo que me cansa
Tempo que não existe; o que ao tempo resiste?
Tempo que não para, que não mente, que me diz,
Todo dia, tempo, tempo, meu algoz, minha paixão
Tempo que não some, que não aparece,
Tempo que eu não tenho, tampouco tempo não o vejo
Tempo de agora, temporal
Chuva no manancial,
Lágrimas em teu rosto
Tempo que as enxuga
Tempo que teu rosto enruga
Tempo que me chateia,
Tempo que me embosca,
Tempo que me sufoca,
Tempo que não passa, tampouco me transpassa
Tempo que não vem, tempo que não se tem
Tempo que corre, como o tempo que morre
Tempo do qual não fujo, tempo meu refúgio
Tempo minha perdição, tempo minha maldição
Tempo que mata, tempo que morre
Tempo de prata, tempo que corre
Tempo, tempo, por quanto tempo mais há de ser o tempo
Aqueles velhos tempos, estes novos tempos...
Tempo meu, tempo teu
Tempo que já se foi, tempo que já se deu
Tempo, eu grito: tempo!
Não me mata por enquanto
Tempo que me deixa aos prantos
Tempo de cá, tempo de lá
Tempo de ter, tempo de dar
Tempo meu amor, tempo o maior temor
Tempo que passa, que corre, que voa
Tempo que dança, tempo que me cansa
Tempo que não perdoa, tempo que corre à toa..."
The Cardigans - For what it's worth
and we had fun fun fun
'til I said I love you
and what is worse I really do!
'til I said I love you
and what is worse I really do!
a leia tório
eu ando um pouco brabo comigo mesmo,
pelas decisões que eu tomei,
pela burradas que eu fiz
e pelas que eu 'inda farei
- pela minha falta de criatividade,
pela ausência de humildade
e pela minha pretensão,
pelo excesso de paixão.
Eu ando aficcionado com o que eu faço
Eu ando à flor da pele com o que eu amo;
Mas eu amo muito pouco,
Mas eu amo muito poucos,
Mas eu amo de pouco a pouco
- até amar mais um pouco
acredita, isso é mesmo coisa de louco, mas eu juro grito canto asfixio falo conto berro-pelado-correndo-na-chuva esperneio saracoteio e insisto que te amo
pelas decisões que eu tomei,
pela burradas que eu fiz
e pelas que eu 'inda farei
- pela minha falta de criatividade,
pela ausência de humildade
e pela minha pretensão,
pelo excesso de paixão.
Eu ando aficcionado com o que eu faço
Eu ando à flor da pele com o que eu amo;
Mas eu amo muito pouco,
Mas eu amo muito poucos,
Mas eu amo de pouco a pouco
- até amar mais um pouco
acredita, isso é mesmo coisa de louco, mas eu juro grito canto asfixio falo conto berro-pelado-correndo-na-chuva esperneio saracoteio e insisto que te amo
it's all over now, baby blue
me ponho a sangrar,
e o sangue a jorrar
não me deixa esquecer
do mal que eu fiz
mas tudo que fiz foi feito pensando com o peito, e se agora não tem jeito... que faço? eu aceito.
tenho a sorte de que meu futuro não está nas mãos de quem me ama, odeia, ama mais, odeia mais, e ama mais ainda, pra depois odiar eternamente.
tenho a sorte de que sempre caio de pé.
e o sangue a jorrar
não me deixa esquecer
do mal que eu fiz
mas tudo que fiz foi feito pensando com o peito, e se agora não tem jeito... que faço? eu aceito.
tenho a sorte de que meu futuro não está nas mãos de quem me ama, odeia, ama mais, odeia mais, e ama mais ainda, pra depois odiar eternamente.
tenho a sorte de que sempre caio de pé.
Assinar:
Postagens (Atom)